VENDER

A persistência, a autoconfiança, a determinação e a criatividade são características inerentes e importantes àqueles que exercem a função de vendedor, sem, contudo serem específicos. Há, todavia, um grupo de pessoas que, apesar de apresentarem estas características, não são exímios vendedores. Encaixo-me neste grupo.
Meu trabalho é dinâmico, porém possuidor de inúmeras variáveis da qual é necessário que o ocupante da área tenha um determinado “molejo” para saber lidar com as diferenças. Nesse primeiro momento parece ser até contraditório ser possuidora das características citadas acima, e o fato das mesmas fazerem parte da função em discussão, simplesmente não há um fascínio pela função porque é um trabalho enfadonho, chato, desestimulante, irritante, maçante, mentiroso (vendo algo da qual não tenho a certeza da sua eficácia). Porém, a necessidade me obriga permanecer, aceitar, o que não obriga adaptar-me a essa situação caótica, e paralela a isso ir à busca de uma melhoria.
Ao longo da minha experiência profissional, tenho observado que minha inclinação reverte-se ao contato direto com outro, não quanto ao materialismo das situações, mas, numa dialética social revertida a solidariedade.
As características citadas logicamente fazem à diferença no momento de alcançar um objetivo, porém na minha trajetória sei nitidamente que vender algo palpável, concreto, torna-se para mim muito mais suscetível ao engano, sinto que a “venda” de algo que esteja ligado à subjetividade, algo que vai além do tocável, algo que possa ser mutável e transmutável, algo que possibilite ao outro a crescer internamente como “ser” sempre em busca do limite ilimitado – observando nesse caso uma reciprocidade – é muito mais louvável e gratificante.
Nessa minha busca do “melhor fazer” sempre pontuado por obstáculos, sempre me ensinando que eles (os obstáculos) não são os fins da linha, mas o motor que precisamos para seguir em frente.

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