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REFLEXÃO ANUAL

Fazendo uma análise sintetizada dos acontecimentos na minha vida, de modo não linear e bem distante dos domínios da psicologia; observo que a cada período percorrido, e em comum acordo com o meu alvo desejado, houveram algumas influências externas, como se a consciência coletiva agisse sobre mim de maneira incisiva. Não sei se isso é bom ou ruim, entendendo que estou inserida numa sociedade, cabe a mim saber fazer as minhas escolhas. Lembrando que os percalços e rogozijos sempre estiveram presentes a cada etapa.

Cabe um adendo: no momento em que escrevo o texto, ouço Bolero de Ravel, e tudo parece tomar forma, como se as peças se encaixassem perfeitamente, como na música. Os diversos instrumentos de sopro, a seu tempo, em sincronicidade com os instrumentos de corda, no início insignificantes, no final despontam com toda a sua maestria. Todos eles respeitando a individualidade de cada um, todos a seu momento, de forma fragmentada, se organizam e se encaixam como num grande quebra-cabeça…

INSTANTE...

Na agudeza do meu ser e concomitantemente no disfarce dos meus enganos, me deparo na irradiação perene que ampara a universalidade do meu próximo. Entender a minha aspereza: é adocicar o porvir... É alimentar a metamorfose... É agregar ternura! Nesta progenitura espessa, porém repleta de inconstâncias, de vaivens, de incertezas, me jogo no bálsamo edificador da renovação, nas oportunidades reencontradas e edificadoras e, sobretudo, realizo um novo traçar para um novo viver.

REFLEXÃO

Não tenho medo da morte, tenho medo de viver indignamente. Foi um final de semana bem produtivo, de pura reflexão. Argumentos diversos aguçaram minhas células nervosas. Indagações e réplicas se misturaram num ir e vir como um transeunte incansável em suas andanças. Pensamentos lúdicos... Pensamentos efêmeros... Pensamentos sorrateiros... Todos ocuparam minha mente que insiste em desafiar-me. Oportunamente na mira de um novo olhar, o suposto desaparecimento me inspira, me completa, e despejo a aura declarada do porvir no telhado laureado de versos azul anil.

SEM TÍTULO

Para: C.R.R.Silva
Nossa! que vontade que dá
dormir com você de conchinha
acordar ao meio-dia
sentir-te em teso
explodir em desejos!

Te acaricio, você me envolve
sensação de puro aconchego
no afagar devasso do momento
você adentra as minhas coxas
nos contorcemos ao avesso.

Ao findar desse instante libertino
troca de olhares e de carinhos
aquece o amor, aumenta o improviso lábios, pele, cheiro, sorrisos tudo faz parte desse airoso ninho!

CHUVA 2

O azul que normalmente se dispersa sobre a cidade, neste momento cede lugar a uma seriedade celestial em tom acinzentado. A chuva que entorna, proporciona uma paisagem rústica, bem distante do comum. Aliada a ventos frios e fortes, e de aspecto sombrio... Aceleram os passos dos açodados... Atrasam os remanescentes... Põe ao avesso as sombrinhas multicoloridas... Encharcam pés... Agasalhos, por ora, ocupavam os armários saem para compor o panorama malaquita... Árvores que trepidam num balanço gracioso... Nas janelas, homens e mulheres de viés apreciam...  E por fim, o som da chuva ecoando aos ouvidos, ensejando e inspirando um brilhantismo do cinza mais colorido já contemplado.

INVISÍVEL

Nego a tua visibilidade, me sonega desvendá-lo autentico a tua existência. tripudia minha paciência. Teu silêncio visual me revela és tu: ar, fogo, água ou terra? elementos por si te revelam tu és mesmo da gleba! Nesse calor árduo de sinestesia perpetuando o toque, a visão, o cheiro nos sonhos e desejos em desarmonia me lanço a conhece-lo por inteiro! As conversas noturnas embalam afetos, segredos, fantasias, torturando almas afins enveredadas pela nostalgia! As emoções sublimares que se propagam ao consciente enaltecem com sutileza na mais pura grandeza meus anseios, teus anelos vadiam no clarão do dia invadem no alcatrão da noite vozes velozes, sons, suspiros da sincronicidade a álgebra das incógnitas ao dendê florear contigo a lua e beber o teu abrigo desvendar as tuas façanhas e alinhar a tino, com lino esse eterno menino!

COMUNHÃO

A estreita identidade que ocorre
Suspiros adocicados
beijos molhados
enlaces e entrelaces
de perfeita harmonia
Fulga camuflada
imperfeição gerada
É um ser que desponta
na teia emaranhada!

REAL

Desejos desregrados
turbilhão de ideias desencontradas
emaranham-se inflexões desatinadas

surge no baldio fétido das ilusões: o girassol.

CHUVA

Chovia. A euforia me envolvia de tal forma que foi impossível conter-me. Saí. Não bastava apenas ver a chuva, precisava senti-la. Os pingos caiam de maneira a massagearem minha face. O riso foi eminente. O incômodo de estar molhada se transformou num monólogo jubiloso. Percebi que ao redor anjos também comungavam da mesma alegria. O convite foi geral. No bailar de almas afins, a felicidade se fazia presente. Todos de mãos dadas num enorme círculo; energias que se plugavam, sonhos que se materializavam, amores que se fundavam. E a chuva caia.

ÂNSIA

Solidão pérfida.
Incalculável é o desejo
de desnudar teu paraíso...
de comer o fruto proibido...
de acariciar tua face, pertinho...
de sentir teu cheiro, fresquinho...
de te fitar, inteirinho...
de aguardar calada, sorrindo...
de participar dos teus, devagarinho...
de permitir que adentre aos meus, cheinho...
de envolver-me aos teus braços, coladinho...
de tomar duas taças de vinho, salute! que alinho...
e copular exaltadamente com paixão, desejo e torvelinho!