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Mostrando postagens de Outubro 16, 2011

CHUVA 2

O azul que normalmente se dispersa sobre a cidade, neste momento cede lugar a uma seriedade celestial em tom acinzentado. A chuva que entorna, proporciona uma paisagem rústica, bem distante do comum. Aliada a ventos frios e fortes, e de aspecto sombrio... Aceleram os passos dos açodados... Atrasam os remanescentes... Põe ao avesso as sombrinhas multicoloridas... Encharcam pés... Agasalhos, por ora, ocupavam os armários saem para compor o panorama malaquita... Árvores que trepidam num balanço gracioso... Nas janelas, homens e mulheres de viés apreciam...  E por fim, o som da chuva ecoando aos ouvidos, ensejando e inspirando um brilhantismo do cinza mais colorido já contemplado.

INVISÍVEL

Nego a tua visibilidade, me sonega desvendá-lo autentico a tua existência. tripudia minha paciência. Teu silêncio visual me revela és tu: ar, fogo, água ou terra? elementos por si te revelam tu és mesmo da gleba! Nesse calor árduo de sinestesia perpetuando o toque, a visão, o cheiro nos sonhos e desejos em desarmonia me lanço a conhece-lo por inteiro! As conversas noturnas embalam afetos, segredos, fantasias, torturando almas afins enveredadas pela nostalgia! As emoções sublimares que se propagam ao consciente enaltecem com sutileza na mais pura grandeza meus anseios, teus anelos vadiam no clarão do dia invadem no alcatrão da noite vozes velozes, sons, suspiros da sincronicidade a álgebra das incógnitas ao dendê florear contigo a lua e beber o teu abrigo desvendar as tuas façanhas e alinhar a tino, com lino esse eterno menino!