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FILOSOFANÇA

Nas inconstâncias do meu remoer
Atrevo-me, inovo, reformo, apago?
No desejo do meu saber... Cresço?
Neste vigor me aprimoro
Amadureço, fustigo e esclareço
Nos ares em migalhas que se entorpecem
Ponho-me e dedilho nos fragmentos, penso:
Oh, doce é o teu olhar amargo,
Que me lança ao fulgor dos teus lábios
Que me acalenta a rijeza do teu ser
Que me envolve de prantos em bisonhos prados
Oh, doce inércia de textura em neve
Que outrora me apeteceu, aparece
Retira em mim a toada melódica
Da clausura das noites coloquiais
Evoca-te: olhar de menino, boca rebelde
Instiga o sumo que borbulha, me aquece
Revela-te em sonho, saia, repito: aparece!

SE EU PUDESSE...

Preencheria essa tórpida lacuna com margaridas,seu aroma nos envolveria e estaríamos em deleite;  sugaria todas as dores e todos os temores, a soma estaria além do um mais um; estamparia um sorriso a cada aproximação da tristeza, assim, viveríamos entre versos, prosas e poesias... pernoitaria em todos os seus sonhos acalentando-o, o mimo certeiro diminuiria o intervalo existente; transformaria todas as visões em paisagens multicoloridas, e a cada alvorada diria: EU TE AMO!

QUINZE

Felicidade! Equilíbrio! Sabedoria!
O que mais uma mãe babona e bobona poderia oferecer à sua filha? Talvez... Poder? Bens materiais? Sucesso? Conquistas que poderão evoluir, respeitando a variável, dependendo muito da forma da condução. Diria que são conquistas efêmeras, sem grande valor moral. Entretanto, oriundas da perspicácia ocidental. Já os valores clássicos tornam-se consistentes e inatingíveis, são advindos do berço, do lar, da família, e esses Vick Rosa você os conhece bem: educada, compreensiva, solidária, empática, gentil, autêntica - alguém discorda? Eu suspeita? Que seja!
Que a sua existência enfatize e valide todos esses valores, que serão com certeza, seu grande legado.
Porventura já saiba, contudo quero deixar registrado que meu amor por você é muito maior do que eu possa expressar. 
Hoje está iniciando um novo ciclo na sua vida, novas metas a alcançar, pequenas e grandes mudanças a caminho. Percalços? Bobagem! Lembre-se no final tudo dará certo. Sou a humilde serva que a …

RAINHA

Sou o amanhecer que adormece no olhar
a quimera que vagueia sem parar
o sol que aquece as noites de luar
sou a pura poesia de amor no ar!

Sou a brisa marinha que aspira o caminhar
o telhado de lado do ápice a trilhar
suspensa pérola negra a encantar
sou o cálice que adorna o paladar!

Sou a aurora que divaga a procurar
quais alentos percorridos a somar
emoções azuis e vestes a bailar
sou a crina, o prumo, a fauna... Sou o mar!

ROSA BRANCA

Desabrocham na minha epiderme nua
joia silvestre em forma de flor
sob franjas longas e puras
alusão a menina que sou.
Nas espumas salinas do branco neve
desvalada fêmea reaparece
entre falanges que se enlaçam em súplica
afagos zelosos que por fim acontecem.
Envolvida em saia de hastes leves
acolhida em mãos macias me aquecem
o som que replica e entoa
na paisagem colorida em brisa alegre
com olhar animoso e gestos brandos
sou a cura que passeia pela planície
mergulhar em corpos e desaguar em sonhos.