ROSA BRANCA

Desabrocham na minha epiderme nua
joia silvestre em forma de flor
sob franjas longas e puras
alusão a menina que sou.
Nas espumas salinas do branco neve
desvalada fêmea reaparece
entre falanges que se enlaçam em súplica
afagos zelosos que por fim acontecem.
Envolvida em saia de hastes leves
acolhida em mãos macias me aquecem
o som que replica e entoa
na paisagem colorida em brisa alegre
com olhar animoso e gestos brandos
sou a cura que passeia pela planície
mergulhar em corpos e desaguar em sonhos. 

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