POTE FRÁGIL




Meu olhar perdeu-se
o orvalho que dele sorria
cristalizou-se
restou-me as salinas
as pálpebras não sustentam os sonhos
e caem
rastejam-se em carne árida
rajadas de ventos surfam em secas ondas
minha respiração é lenta
desenho o ir e matizo o vir
porém, o devir é sombreado
a toalha está pesada
mal consigo jogá-la ao chão
um alento?
desencadeiam em mim: soluços
entre mim e o abismo: um percurso
anarquizam-se as palafitas
tudo treme
o suor é estéril
há um olor, não o sinto
eu olho no entorno e não vejo
procuro os girassóis
murcharam-se?
oh, obstinada visão que vê o que sente
este pote frágil e suas vistas.






IMAGENS LIVRES, Disponível em: < mmaiusculo.blogspot.com  > Acesso em: 20/01/2016




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