INEVITÁVEL


Em solitárias noites frias
em sonhos teu vulto percorro
tu me afagas por todo corpo
eu ávida por tê-lo, me sacia

Nossos corpos voluptuosos
ardentes de desejos brio
deslumbramos em misteriosos
dezembros em noites no cio

E neste delírio que me inclino
nos arrepiamos loucamente
tu serás meu próprio inquilino
neste amor inconsequente

Corpos unidos num calor devido
te abrigo no colo do meu íntimo
saboreio esse teu jeito atrevido
tu me ocupas feroz feito cimo

Dos poros exalam fúrias da paixão
ao cume chegaremos sedentos
que se desfaça qualquer ilusão
juntos em lascivo prazer, que alento!

E, o lado da cama o vazio subsiste
no despertar do dia acordo e vejo
e não nego o quanto fiquei triste
coloco-me entre as linhas e escrevo

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