APLAUSOS!


Uma nova temática surge no cinema brasileiro para enfatizar o óbvio. A narrativa permeia uma das histórias mais impressionantes. A vida de um homem público, amante da política e da medicina, focada na ética, moral e, sobretudo, no amor ao próximo. O filme Bezerra de Menezes - O diário de um Espírito comove pela simplicidade e apresentação. Entretanto, é desafiador focar num trabalho de artes cênicas um tema que ainda provoca polêmicas, muito embora o respeito e admiração tenham seu destaque entre os curiosos e não simpatizantes. Ao médico dos pobres o filme apresenta a complexidade de viver no século XIX contra idéias preconceituosas à religiosidade, estando o catolicismo no seu ápice, e de ser um dos poucos ativistas do Partido Liberal sempre elucidando o ser em toda a sua essência, como um homem íntegro e de absoluta honestidade. Poderia ser apenas mais um utilizando-se da inteligência e safando-se de títulos para se destacar na sociedade, porém, sua sensibilidade aguça um humanismo incomum e norteia um caráter permissivo, cooperador, compreensivo e fraterno.
O filme é imperdível aos homens de boa vontade! BRAVO!

Percebam as palavras desse grande homem, quanto aos doutores da medicina:

“Um médico não tem o direito de terminar uma refeição, nem de perguntar se é longe ou perto quando um aflito qualquer lhe bate à porta. O que não acode por estar com visitas, por ter trabalhado muito e achar-se fatigado, ou por ser alta hora da noite, mau o caminho ou o tempo, ficar longe ou no morro, o que, sobretudo pede um carro a quem não tem com que pagar a receita, ou diz a quem lhe chora à porta que procure outro – esse não é médico, é negociante de medicina, que trabalha para recolher capital e juros dos gastos de formatura. Esse é um desgraçado, que manda para outro o anjo da caridade que lhe veio fazer uma visita e lhe trazia a única espórtula que lhe podia saciar a sede de riqueza do seu Espírito, a única que jamais se perderá nos vaivens da vida.”

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