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Não é todo dia que se completa a idade que leva o título desta postagem. Meio século se aproxima. Experiências? Inúmeras. Só espero que eu tenha tirado o proveito de cada uma delas. Olho para trás e observo uma meia vida inteira repleta de altos e baixos, cheia de sonhos coloridos... Ora bicolores... Ora desbotados... Ora daltônicos. A cor nesse momento não faz o menor sentido; os sonhos foram e continuarão vivos, mesmo nas minhas diversas mortes. Calma! A psicologia nos explica que morremos várias vezes numa mesma existência. Certas teorias são bem confortáveis! Tentei mensurar nesse período de existência a quantidade de risos e a quantidade de choros promovidos por mim... Desisti. Quando percebi que o choro predominou em oposição ao riso, causou-me pânico. Mas quando percebi que certas atitudes se vigoraram em objeção a determinas tolices, causou-me alívio. Amadureci. A futilidade que preenche os momentos insanos na maioria dos adolescentes – concordo que com certo brilho – já não me pertence mais. O vazio que povoava minha mente foi preenchido por conteúdos sólidos e valores sublimes, alicerçados na realidade, embora convivendo com o ideal que é circunstância fictícia pela qual insisto em tecer apego - como é difícil se desvincular dele! A procura é incessante. O amor latente que desconhecia aflora com intensidade. A visão limitada de outrora, agora atinge uma dimensão perto dos 300º, muito embora, embaciada algumas vezes, e os quase 60º restantes acomodam-se na minha douta ignorância. Descobertas pretéritas renovam-se e cedem às atuais. Mutação constante. Afabilidade e leveza passam a compor a minha identidade de forma mais ostensiva, muito embora, a rudeza e tantos outros vícios emocionais ainda circulam na periferia. A conexão com o aprendizado é total. Peço... Deus, que nos anos vindouros e no desenrolar desse grande mistério, eu possa ser com o meu próximo, e sobretudo comigo mesma: mais compreensiva, mais amorosa, mais solidária e mais gentil... E que a minha consciência se expanda de modo a conhecer-me cada vez mais... E que continue tendo a baita gratidão por viver. Louvo a ti vida bendita, fonte inesgotável de vitalidade! OBRIGADA!

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