EDUCAR É...

A educação brasileira há tempos vem apresentando vários problemas, desde o investimento orçamentário governamental e administrativo até a formação do próprio acadêmico que se transformará num profissional da educação.
A educação sendo um dos setores mais importantes para o desenvolvimento, crescimento e evolução do ser, e por conseguinte de uma nação, precisa de soluções mais concretas que viabilizem a estrutura, alicerçando principalmente o ensino básico e o fundamental.
Infelizmente, o que se apresenta nas diversas escolas, tanto públicas como privadas, é a má formação de profissionais, sem o devido tino para exercer função tão encantadora. O questionamento a seguir, se faz necessário para que se possa entender melhor o processo em questão.
Quais parâmetros um educador utiliza, num curto período de tempo, para julgar o aluno quanto a sua responsabilidade? Há como mensurar o quão responsável uma criança é numa sala de aula? Talvez através de alguns indicadores referentes às assiduidade, pontualidade, compromisso com trabalhos realizados... mas, como quantificar e qualificar a criança sem que se faça, uma investigação prévia?
É indispensável a todo ser humano, principalmente ao profissional da educação: o bom senso. No entanto, nota-se educadores com ranço da ditadura. Exercem o autoritarismo com veemência, não conseguem discernir com evidência a diferença do ser e do estar. Balbuciam que o aluno "é" ao invés de "está". Pobres infelizes exercem a função que considero uma das mais dignas, entretanto, não são dignos para exercê-la. A prepotência, a arrogância, a soberba são tão visíveis que chega causar repugnância. Coagir, reprimir, constranger fazem parte de outro período da história, e não condiz com a própria evolução do ser humano.
O educador precisa desenvolver dentre outras atitudes de elevação moral: a flexibilidade, a compaixão, a compreensão. Desta forma, conseguirá colocar em prática e com obstinação: a empatia. Segundo o grande educador e filósofo Rubem Alves "o que faz um educador é o amor pelas crianças". De fato, o amor é um verdadeiro aliado. O papel do educador é possibilitar ao aluno uma visão ampliada de si, tornando-o condutor da sua própria história e de superação do seus medos e conflitos. Construir junto ao aluno os saberes e conhecimentos emergindo num mundo de troca e de integração. É crescimento mútuo. Esse é o foco do educador. Educar é humanizar, sobretudo humanizar-se.
Acredito que, não muito distante, não precisaremos mais definir a palavra educar. Ela se expressará por si só, e simplesmente diremos: educar apenas é.

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