INCÓGNITA

Dôra persistia, porém, não suportava mais.
A dor insistia permanecer atormentando seu corpo frágil, atrofiando inclusive seus pensamentos mais sutis.

A morte era certa.
Precisava apenas contribuir para que o destino cumprisse o fado.

Resolveu deitar-se e aguardar.
As horas passavam e seu estado era o mesmo. Soluções mórbidas num labirinto de incertezas lentamente esmiuçavam diante do seu olhar opaco.
Último suspiro, única certeza, era o fim.

Comentários

Tati disse…
Muito legal o seu mini-conto! Adorei! Arrasou!

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