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AUTORRETRATO

Um encontro irremediável vários eus conferenciavam verbos eloquentes expelidos resultados apresentavam decisivos comentários debochados surgiam incertezas, fugas, temores? campo baldio de vivências desconexas aparentemente, por fim os diversos eus receberam a diadema.

SEM TÍTULO

Psiu! Silêncio! Vejo alvoroço nos olhares fagulhas nas tempestades inverno nas sombras recalcadas rebuliço com cores vibrantes a ribalta do cenário infante a textura ora espessa, ora delgada um minuto de silêncio!

DESCOBERTA II

É uma prisão violenta que me tranca inteira tenho sede, tenho fome perscruto, investigo, percorro e o que mais me impressiona é a sensação de liberdade quando a busca do conhecimento se intensifica.

DESCOBERTA

Quero tirar a capa que reveste meu corpo desnudar o apetite que emerge raspar todo resquício de impotência e dominar o verdadeiro eu.

DIVAGAÇÃO

O olhar fugaz perecia, na tormenta noite que surgia visão entorpecida e flagelada envolvia-o a madrugada! Lembrava-se da fidalguia e chorava perseguido por inimigos letrados inconformados... desesperados atraiçoados pela conduta errada! Faxina mental merecia estruturar ideias de alegria solucionar o dissolúvel sair daquela energia!

VAZIO

O vazio preenche minha alma percorre meu corpo desagua na minha mente permeia meu espírito e urge na totalidade do meu ser.

A DOR

Como você incomoda! A dor que isola a dor que assola a dor que tormenta Como você incomoda! A dor que amola a dor que assombra a dor que anula Como você incomoda! Dor invisível dor sensível dor perecível Como você incomoda! Onde você se aloja? como essa dor é sofrida Ah...que dor doída!